HISTORIA REGISTRO/ACERVO ASSOPHIA/ENGENHO SÃO JOSÉ – MONSER & BOHNE

 




                          ENGENHO SÃO JOSÉ – MONSER & BOHNE

 

 

          RELATO E APRESENTAÇÃO FEITOS POR CATIA BRACH MONSER

 

- O ENGENHO SÃO JOSÉ FOI FUNDADO POR CARLOS HENRIQUE PAULO BOHNE, NASCIDO NA ALEMANHA EM 14 DE JUNHO DE 1888. ERA ENGENHEIRO AGRÔNOMO , E, POR JOÃO CARLOS AUGUSTO MONSER, TAMBÉM NASCIDO NA ALEMANHA NOS ARREDORES DA CIDADE DE BRESLAU, QUE ERA CONHECIDA NAQUELA ÉPOCA COMO A CIDADE MAIS LINDA DA EUROPA. TODA ESTA BELEZA FOI DESTRUIDA NAS DUAS GUERRAS. AUGUSTO MONSER, COMO ERA CONHECIDO, NASCEU EM 2 DE AGOSTO DE 1888. MUITO JOVEM AINDA E COM BASTANTE CONHECIMENTO EM MAQUINÁRIO PARA ENGENHOS EMIGROU PARA A AMÉRICA DO SUL. DA ARGENTINA SEGUIU PARA O URUGUAI E CONTINUOU PELO RIO GRANDE DO SUL, ENFIM, CHEGOU À BARRA DO RIBEIRO. O ENCONTRO COM JOSÉ WAGNER, ELE ALEMÃO E  ELIZABETH WAGNER, ELA BRASILEIRA, -  FOI DEFINITIVO, TANTO PARA CARLOS BOHNE COMO PARA AUGUSTO MONSER, POIS CARLOS CASOU-SE COM OLGA WAGNER E AUGUSTO COM JOSEFINA WAGNER, AMBAS, FILHAS DO CASAL.

- JOSÉ WAGNER, SOGRO DE AMBOS, NÃO PERDEU TEMPO, CONFIANDO AOS GENROS O “ENGENHO SÃO JOSÉ” CONTRUIDO E MONTADO NA “BARRA DO VELHACO”.- CARLOS BOHNE DEU ORIGEM AO NOME DA RUA ONDE MORAVA.- JÁ O CASAL  AUGUSTO E JOSEFINA, MEUS SOGROS (POIS CASEI-ME COM SEU FILHO BRUNO GUIDO MONSER) COMPRARAM UMA CASA DE MADEIRA QUE JÁ EXISTIA BEM AO LADO DO ENGENHO.TEMPOS DEPOIS CONTRUIRAM UMA CASA COM UMA BELA SALA, COZINHA GRANDE E DUAS DESPENSAS.

- A DESPENSA SOCIAL TINHA UMA GELADEIRA MOVIDA A QUEROSENE QUE EU TIVE A SORTE DE AINDA CONHECER. A GELADEIRA ESTÁ CITADA NO LIVRO “PERSONALIDADES CAMAQUENSES”, NA PÁGINA 519.

- A DESPENSA DA COZINHA TINHA DUAS TULHAS, POIS SEMPRE TINHA MUITA GENTE PARA ALIMENTAR E TAMBÉM ERA GRANDE A DIFICULDADE PARA COMPRAR-SE MANTIMENTOS. UMA PECULIARIDADE ERA O ARROZ  CONSUMIDO PELA FAMÍLIA QUE ERA SEMPRE DO ANO ANTERIOR PARA QUE ESTIVESSE BEM SÊCO.- QUANDO EU ASSUMI A CASA, ENCONTREI UMA GARRAFA CHEIA DE TALCO DE ARROZ, ESTE TALCO ERA USADO PARA REFRESCAR O CORPO.

 


   Reidência família Monser ao lado Engenho (rua Carlos Bohne)

 

 

- CARLOS HENRIQUE P. BOHNE FALECEU EM 8 DE MARÇO DE 1936, A VIÚVA OLGA VOLTOU PARA BARRA DO RIBEIRO E DEPOIS FOI MORAR EM PALEGRE, ONDE A CONHECI.-  COISAS DO DESTINO, POIS A FILHA DELA, ELIZABETE, FOI SECRETÁRIA DE MEU PAI E EU AINDA NEM CONHECIA O BRUNO.

- O ENGENHO SÃO JOSÉ INCENDIOU-SE NO ANO DE 1937.

- MUITO IMPORTANTE FOI O COMPROMETIMENTO DA FAMÍLIA COM A VIDA RELIGIOSA DO MUNICÍPIO, POIS ENQUANTO NÃO EXISTIA PARÓQUIA ERAM OS PADRES DE CAMAQUà QUE VINHAM REZAR A MISSA, ENTRE ELES O PADRE WALTER HANQUET, OS QUAIS,  MANTINHAM UMA AMIZADE PROFUNDA COM MEUS SOGROS E FOI O PADRE WALTER, CONHECEDOR DAS HABILIDADES MUSICAIS DO BRUNO, PEDIU À ELE QUE FIZESSE O HINO DO “CENTENÁRIO DE CAMAQUÔ. A PARTITURA ORIGINAL ESTÁ GUARDADA NO MUSEU DE CAMAQUÃ.

- MEU SOGRO FOI UM DOS COORDENADORES DA CONSTRUÇÃO DA IGREJA NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES. MINHA SOGRA QUE ERA NATURAL DE TRIUNFO E AMIGA DE INFÂNCIA DE DON VICENTE SCHERER, PEDIU À ELE QUE ARAMBARÉ TIVESSE UM PÁROCO E FOI ATENDIDA PRONTAMENTE. SENDO QUE O ELEITO PARA ESTA TAREFA FOI O PADRE CUNIBERTO PUHL. O PADRE FICOU MORANDO UM ANO NA CASA DE MEUS SOGROS, SENDO QUE OS TRES FORAM MUITO FELIZES.

 


Foto na casa família Monser, recebendo  visita Dom Vicente Scherer

 

 

 

- ANTES DO PADRE PUHL ASSUMIR A PARÓQUIA, A FESTA DOS NAVEGANTES ERA BRINDADA COM UM BAILE. ESTE BAILE ACONTECIA NO ENGENHO DE MEU SOGRO, POIS  POR ESTA DATA JÁ ESTAVA TERMINADA A COLHEITA E TAMBÉM O ENSACAMENTO DO ARROZ. ERA BASICAMENTE A “FESTA DO ANO” DA COMUNIDADE.

 

 



1ª.Festa Navegantes 1939 – Engenho São José

 

 

- QUANDO MINHA SOGRA FALECEU, ESTAVAMOS MORANDO EM PALEGRE E MEU SOGRO MOROU CONOSCO POR ALGUM TEMPO. POR MIM FICARIA PARA SEMPRE, MAS ENFIM ERA PARA ELE IR MORAR COM A FILHA IRMA EM PELOTAS. FUI INCUMBIDA DE LEVÁ-LO. ENTRAMOS EM ARAMBARÉ PARA ELE VERIFICAR O QUE QUERIA LEVAR CONSIGO. ELE OLHOU TUDO E ENTÃO... DESLIZOU A MÃO SOBRE O BALCÃO DA SALA E DISSE: “QUANDO NÃO SE PODE MAIS MORAR NO SEU LAR, NÃO VALE A PENA VIVER”. NUNCA IREI EQUECER ESTE MOMENTO!

- EM MENOS DE UM ANO, EM 17 DE JULHO DE 1969, ELE PARTIA AO ENCONTRO DE SUA AMADA JOSEFINA.- DEIXANDO OS FILHOS MARCOS, WALTER, IRMA E BRUNO GUIDO.

 

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