BREVE HISTORICO 13/06/2023 /ASSOCIAÇÃO DE PESQUISA HISTORICA DE ARAMBARE/MEMORIA
Arambaré 13/06/2023
Informação Técnica
Nº 01
Conforme o CONVITE
002/2023 solicitado pela Câmara
Municipal de Vereadores de Arambaré, conforme requerimento nº 0007/2023 de
autoria do Vereador Iago Kielermann e subscrito pelos seguintes Vereadores;
Ademar da Silva Lombardi, Ângela Cristina Rodrigues Longaray, Claudio Omir
Gonçalves Nogueira, Cristiane Silva da Silveira Souza, Gerson Luiz Pastoriza
Ribeiro, Marcia Rosélia Bischoff da Silva e Marcio Rodrigo de Castro Garcia.
Passamos a informar:
Foi solicitada e
aprovada em plenário a realização de uma Audiência Pública Visando esclarecer
as seguintes questões, entre elas:
-Execução e
Andamento do Projeto;
-Qual o modelo do
projeto da construção da Ponte João Goulart;
-Como está o
andamento do projeto;
-Qual o prazo de
início da obra;
-Quando inicia o
pagamento das parcelas do financiamento com a Caixa Econômica Federal;
Desta forma convidaram
as entidades representativas da comunidade e as pessoas interessadas no tema, a
participarem da Audiência Pública agendada para o dia 16 de junho de 2023 as 19
horas nas dependências do Centro Cultural Inúbia.
Segue observações sobre Oficio.02/23 que foram enviados para a Câmara
Municipal de Vereadores de Arambaré, sobre a Audiência Pública:
1.A ponte deverá ser preservada no mesmo local levando-se a sua
localização na territorialidade. A Ponte João Goulart e a sua importância,
sócio cultural, ambiental, paisagística, turístico e urbano de Arambaré/RS está
diretamente inserida na Lagoa dos Patos, um enorme sistema lagunar estuarino
(10.360km2), e a barreira arenosa, múltipla e complexa que a separa do Oceano
Atlântico são partes de uma ampla planície costeira onde aflora a porção
superficial da sequência sedimentar da Bacia de Pelotas.
- Na apresentação não foi apresentada qualquer referência a
ponte e que a mesma não deverá ser
preservada no mesmo local levando-se a sua localização na
territorialidade. A Ponte João Goulart e a sua importância, sócio cultural,
ambiental, paisagística, turístico e urbano de Arambaré/RS está
diretamente inserida na Lagoa dos Patos, um enorme sistema lagunar estuarino
(10.360km2), e a barreira arenosa, múltipla e complexa que a separa do Oceano
Atlântico são partes de uma ampla planície costeira onde aflora a porção
superficial da sequência sedimentar da Bacia de Pelotas.
2. A restauração poderá ser executada através de um laudo especifico
das condições atuais de conservação da Ponte como alternativa nas ligações
entre o Centro de Arambaré e Caramuru para assim podermos melhor definir
alternativas.
- Não será executada nenhum processo de restauração da
ponte, não foi apresentado nenhum laudo especifico para a comunidade e a Câmara
de Vereadores, para o devido conhecimento e nem das condições atuais de
conservação da Ponte como alternativa nas ligações entre o Centro de Arambaré e
Caramuru para assim podermos melhor definir alternativas.
2.1. Ponte João Goulart cuja obra de restauração e substituição fomenta
discussões polêmicas e controversas por leigos e especialistas, passou por
diversas intervenções e interdições de tráfego nos últimos anos.
- Não foi apresentado nenhum procedimento da salvaguarda da obra de
restauração e substituição que nem foi fomenta quaisquer discussões polêmicas e
controversas por leigos e especialistas.
- A obra de restauração e reabilitação da ponte não foi abordada com
o objetivo e intuito de avaliar as características entre a recuperação das
peças antigas e a aquisição de elementos novos, tornando-se, assim, um estudo
de relevância para a continuidade dos serviços na obra, que tem como prioridade
a segurança, durabilidade e a manutenção.
3. Ignorar a PONTE JOÃO GOULART com o objetivo de abrir espaço para
nova ponte pode resultar consequências ao meio ambiente e turismo como fonte de
renda poderosa, como integrante de uma perspectiva futura de Arambaré, entre
outros, aumentar a potencialização econômica.
- Foi totalmente ignorada
a PONTE JOÃO GOULART com o objetivo de abrir espaço para nova ponte pode
resultar consequências ao meio ambiente e turismo como fonte de renda poderosa,
como integrante de uma perspectiva futura de Arambaré, entre outros, aumentar a
potencialização econômica.
4. PONTE JOÃO GOULART faz parte no processo sócio cultural, ambiental,
paisagística e urbano de Arambaré, que se torna o conjunto de hábitos e de
práticas sociais de um grupo, principalmente de seus moradores os espaços, cujo
aspecto transmite a cultura de uma determinada sociedade.
- Totalmente ignorado
5. Alertamos que as obras da Ponte no local da atual deverá trazer
transtornos na execução e conexão Arambaré Centro x Caramuru com a implantação
do Canteiro de Obras. Canteiro de obras
é a área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio
e execução de uma obra e é composto por áreas de vivência e áreas operacionais.
- Alertamos que as
obras da Ponte no local da atual deverá trazer transtornos na execução e
conexão Arambaré Centro x Caramuru com a implantação do Canteiro de Obras.
Canteiro de obras é a área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem
operações de apoio e execução de uma obra e é composto por áreas de vivência e
áreas operacionais. Não foi apresentado aonde será localizado o canteiro de
obras e sua implantação.
- Não foi apresentado como será executado o canteiro de obras que
deve ser planejado e projetado antes mesmo do início da construção de qualquer
edificação. Esse processo otimiza o espaço de trabalho e possibilita maior
eficiência e segurança para a obra, assim como a circulação de seus moradores.
5.2. O planejamento do canteiro de obras, ou planejamento de “layout”
como também é chamado, pode ser definido como o planejamento da logística da
obra, como a disposição das instalações provisórias, armazenamento de
materiais, movimentação de trabalhadores e máquinas, entre outros.
- Não foi apresentado.
5.3. Essa organização, se bem planejada, promoverá maior agilidade para
obra devido a diminuição do tempo de deslocamento de materiais, pessoas e
máquinas, influenciando diretamente na dinâmica da obra e na funcionalidade na
execução de cada etapa de trabalho.
5.4. Os canteiros de obras lineares são limitados em apenas uma
dimensão e possuem poucas possibilidades de acesso.
5.4.1. Principais elementos de um canteiro de obras:
Os componentes que irão compor o canteiro de obras são divididos em
áreas de vivência e áreas operacionais, esses componentes dependem do porte da
obra e serão dimensionados pelo engenheiro de acordo com as especificações da
norma e necessidade da obra.
5.4.1.2. Os principais elementos das áreas de vivência são:
-Vestiários (masculino e feminino)
-Instalações sanitários (masculino e feminino)
-Refeitório
-Cozinha (apenas se houver preparo de alimento em obra)
-Área de lazer
-Alojamento e lavanderia (apenas se os funcionários residirem na obra)
-Ambulatório (em obras com 50 ou mais operários).
5.4.2.2. Os elementos que constituem as áreas operacionais são:
-Escritórios
-Portaria
-Almoxarifado
-Depósitos
-Central de concreto
-Central de argamassa
-Central de armação
Entre outros.
- Informamos que não foi apresentado qualquer metodologia na execução
do canteiro de obra, assim como a sua implantação.
6.As principais normas para o planejamento do
canteiro de obras são a NR 18 e a NBR 12284 (NB 1367).
- Não foi apresentado as principais normas para o planejamento do
canteiro de obras são a NR 18 e a NBR 12284 (NB 1367).
7.Diante do exposto a melhor definição para uma nova Ponte reforçamos a
sua construção, nas proximidades do cemitério ou próximo à entrada na reta do
Barco de Pedra (pórtico):
7.1.A ponte como opção de construção deverá levar em consideração em
local, em que função da navegação e favorecimento aos barqueiros e veleiros
como ocupação do futuro em termos de navegabilidade;
7.2.A manutenção da Ponte João Goulart serve como já foi relatado a
questão socio político cultural pela mobilidade urbana no quesito pedestres que
não possuem carros, o percurso de deslocamento, ficando como alternativa para a
cidade e viabilizando o seu desenvolvimento;
7.3. Opção da rua Justino Gonçalves da Silva, local, contempla
barqueiros, pedestres e veículos, excelente alternativa.
- Não foi apresentado, nenhuma das alternativas
acima citadas, descartando qualquer outra possibilidade que poderia resultar em
menores transtornos em Arambare.
8.A importância da Ponte João Goulart também está no fato do seu
descarte, caso não lhe seja atribuído a sua Preservação de sua Reabilitação,
necessário é sabermos qual opções teremos do seu futuro, como bem material
relevante a cultural de Arambaré.
- Não foi apresentado, nenhuma das
alternativa.
9. Mobilidade urbana deverá
ser definida como a capacidade de deslocamento de pessoas dentro do espaço
urbano, por motivos econômicos, sociais e pessoais. Nesse sentido, é possível
entender que todos participam e dependem, de alguma forma, da mobilidade urbana
para irem de um local a outro com qualidade e eficiência.
- Não foi apresentado, nenhuma das alternativa.
10. Deverá ser levado em consideração a circulação de veículos pesados que são restritas nas zonas urbanas e a
relação da possível da Nova Ponte João Goulart em Arambaré e seus possíveis
transtornos que deveriam ser observados. Os centros urbanos, conforme normas do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) proíbem o trânsito de caminhões
pesados ou impõe restrições de horário de circulação. Em muitas cidades
grandes, caminhões só podem transitar no anel rodoviário ou, então, em
“janelas” de horários determinados.
- Não foi apresentado, nenhuma das alternativa.
11.Em determinadas cidades como exemplo, algumas zonas e vias da área
central são proibidas para carretas e cavalos mecânicos. Em horários
determinados, a circulação é permitida para veículos com capacidade de até 5
toneladas e comprimento máximo de 6,5 metros.
A proposta para a nova ponte segundo apresentação terá a capacidade de
36 toneladas:
Tabela de representação de cargas de veículos e sua capacidade para
áreas urbanas
3
tipos de caminhões e suas capacidades para cargas leves
|
Característica |
Capacidade |
|
|
Veículo Urbano de Carga (VUC) |
Apropriado para áreas urbanas |
3 toneladas |
|
Possui apenas 1 eixo |
6 toneladas |
|
|
Truck ou caminhão pesado |
Eixo Duplo |
10 a 14 toneladas |
|
|
|
|
Caminhão Truck é popularmente também conhecido como caminhão 6×2 e
caminhão trucado.
O caminhão Truck apresenta catorze (14) metros de comprimento e três
eixos, que se dividem entre simples e duplos. Um destes eixos encontra-se na
parte frontal do veículo e dois estão na região traseira do caminhão. Ou seja,
na parte da frente encontra-se o eixo simples, com uma roda de cada lado. Já,
na parte traseira, está o eixo duplo, que apresenta quatro rodas, sendo duas de
cada lado.
Não confunda: caminhões Truck são diferentes do modelo Bi-Truck. Este
último modelo apresenta eixos duplos tanto na traseira quanto na dianteira do
caminhão.
O caminhão Truck é pesado e carrega até catorze (14) toneladas – seu
peso bruto, que é a soma da carga e do peso do próprio caminhão, pode chegar a
vinte e três (23) toneladas. Um comparativo para termos ideia do peso: um
elefante africano, também conhecido por ser o maior mamífero terrestre do
mundo, pesa em média, na fase adulta, seis (6) toneladas.
Toco ou caminhão
semi-pesado
Possui dois eixos, um na parte dianteira e outro na traseira, e
geralmente possui um comprimento de 14 metros. A capacidade de carga é de 6
toneladas, o dobro dos VUCs se formos comparar. Em relação ao peso bruto total,
não deve ultrapassar 16 toneladas. Possui dois eixos, um na parte dianteira e outro na traseira, e
geralmente possui um comprimento de 14 metros. A capacidade de carga é de 6
toneladas, o dobro dos VUCs se formos comparar. Em relação ao peso bruto total,
não deve ultrapassar 16 toneladas.
12. Transporte de carga
nos centros urbanos: desafios e restrições:
12.1. Em 2018, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) publicou um
estudo denominado “Logística Urbana: restrições a caminhões?” , que se debruça
sobre a questão. No estudo, a CNT aponta as principais
situações desafiantes que o setor de transporte de carga encara, para abastecer
as grandes cidades.
- Não foi avaliado estudo, da CNT que
aponta as principais situações desafiantes que o setor de transporte de carga
encara, para abastecer as cidades de
grande , médio e pequeno porte.
12.2. Aumento do número de veículos nas ruas: O documento cita dados do
Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que
mostram um aumento de 95% na frota de veículos em circulação no país, sem que a
infraestrutura viária das cidades se expandisse também.
- Não foi avaliado
estudo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
12.3. Como resultado, os congestionamentos, os acidentes e a perda de
tempo no trânsito são entraves para a distribuição de produtos nas cidades.
Nesse cenário, os caminhoneiros e suas cargas sofrem com o problema e, ao mesmo
tempo, contribuem para o seu agravamento, ao “engrossar” o trânsito nas
cidades.
- Não foi
avaliado estudo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
13. O estudo da CNT sugere aos municípios a implantação de soluções,
como, por exemplo:
– Considerar o transporte de carga no planejamento e gestão da
mobilidade urbana.
– Aumentar a integração entre os municípios das regiões metropolitanas.
– Incluir as transportadoras nas discussões sobre mobilidade urbana.
– Melhorar a sinalização e a divulgação das restrições de circulação e
de rotas alternativas.
– Investir mais recursos em infraestrutura e mobilidade urbana.
– Disponibilizar mais vagas para carga e descarga.
Paralelamente, uma boa saída para o transporte de carga é a utilização
de veículos menores, que se enquadrem nos critérios para a circulação de
mercadorias em zona
urbana. Veículos no segmento de 3,5 toneladas, que oferece vários tipos
de encarroçamento, como baú, carga seca, frigorífico e outros. Ele é ideal,
tanto para rotas mais extensas, quanto para transportar mercadorias dos Centros
de Distribuição até os pontos de vendas nas cidades.
- Não foi
avaliado o estudo do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
RECOMENDAÇOES:
Necessário observar:
- SECRETARIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO PORTARIA No- 404, DE 28 DE DEZEMBRO
DE 2012.
A portaria estabelece normas e procedimentos para a instrução de
processos visando à cessão de
espaços físicos em águas públicas e fixa parâmetros para o cálculo do preço público devido, a
título de retribuição à União. São enquadradas nesta portaria as estruturas
náuticas em espaço físico em águas públicas de domínio da União, tais como lagos, rios, correntes
d'água e mar territorial,
até o limite de 12 milhas marítimas a partir da costa.
-NORMAS DA AUTORIDADE MARÍTIMA PARA AMADORES, EMBARCAÇÕES DE ESPORTE E/OU RECREIO E PARA CADASTRAMENTO E
FUNCIONAMENTO DAS MARINAS,
CLUBES E ENTIDADES DESPORTIVAS NÁUTICAS. NORMA AM 011/DPC.
Flutuantes precisam de uma licença ambiental especial, que você deve
obter através da Capitania dos Portos com ART de Engenheiro Naval. Para a construção e instalação de flutuantes,
os interessados devem respeitar as Normas da Autoridade Marítima para Obras
sobre Margens das Águas, mais conhecida como Norma nº 11 e, caso o
empreendimento tenha fins comerciais, uma série de documentos para cada
segmento.
Em sendo assim é o que se apresentava para o momento, destacamos que ASSOPHIA tem como em sua finalidade, desenvolver,
pesquisar, identificar, divulgar, defender, documentar estudar e preservar o
Patrimônio Histórico, seu objetivo é esclarecer e informar sobre o futuro de
Arambaré, como parte integrante de seus moradores e nos colocamos a disposição
para dar apoio a Comissão das Vereadores sobre a PONTE JOÃO GOULART.
Arambaré
13/06/2023
Jose Geraldo Vieira da Costa
Presidente
ASSOPHIA
Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré
Sugerimos a leitura:
-https://arquitetoehistoriasdetijolos.wordpress.com/2023/02/21/ponte-joao-goulart-e-a-sua-importancia-socio-culturalambiental-paisagistica-turistico-e-urbano-de-arambare-rs-para-que-o-tombamento/


Comentários
Postar um comentário