DESDE O INICIO...
Texto Amanda Coloni
Desde o inicio a Associação Ambientalista Biguá sempre participou das audiências públicas e sessões na câmara sobre o tema da Nova ponte. A Associação Ambientalista e a Assophia, associação histórico cultural de Arambaré,
fizeram sua parte: logo no início da discussão, após a primeira audiência pública protocolamos um ofício na Prefeitura para os ditos responsáveis e entregaramos cópias aos vereadores, sugerindo a manutenção da ponte de ferro, a utilização da mesma como travessia de pedestres e que a mesma fosse mantida como patrimônio e monumento histórico cultural da cidade mantendo assim a identidade local da antiga ponte de ferro, e que as pessoas pudessem transitar e terem seu direito de ir e vir mantidos e garantidos pela preservação da ponte antiga. A nossa sugestão era que a nova ponte fosse construída em outro local, ao lado da ponte antiga como sugestão principal, no entanto, tanto a Prefeitura quanto os vereadores na época ignoraram o nosso pedido.
A enchente chegou, toda mata ciliar que segurava as areias das cabeceiras da ponte foram removidas e mesmo assim a ponte de ferro, a mesma que se fazia terrorismo assustando a população que estava prestes a cair a qualquer momento, se manteve firme e forte mesmo depois de toda água das enchentes ter escoado sob ela. A ponte permaneceu no mesmo lugar. Solicitamos também o estudo de Eia Rima, que fosse incluso no projeto pois esse porte de obra sempre gera impacto ambiental e o mesmo estudo se vê extremamente necessário, tanto pela preservação da Ictiofauna (fauna de peixes) tanto pela preservação da mata ciliar e pela movimentação de sedimentos de fundo que pode impactar nas micro algas, plantas aquáticas e pequenos crustáceos. Solicitamos que esses estudos de licenciamento ambiental fossem entregues inclusos no projeto, porém fomos informados na audiência pública de forma falaciosa que a construção da nova ponte "não teria nenhum impacto ambiental pois a mesma seria construída no mesmo lugar." Toda mata ciliar foi derrubada, a ponte foi destruída, não se manteve nenhuma plataforma pro transito de pedestres, não se manteve nenhuma estrutura metálica para um momento de patrimônio histórico cultural, simplesmente tudo foi removido e não sabemos nem para onde a antiga ponte foi. Agora a balsa foi interditada depois de dois meses de solicitação de manutenção tendo sido ignorados. Sendo assim, a marinha a pedidos da população veio até Arambaré e pela segurança de todos, interditou a balsa. Dito isso então eu gostaria de estar lembrando a todos o que a Associação Ambientalista Biguá fez desde o início junto com a Assophia e demonstrar assim a nossa decepção, frustração e indignação já que sempre fomos ignorados por toda gestão assim como tudo que foi solicitado pela população também foi completamente ignorado.
Agora estamos nessa situação desesperadora e caótica.
Hoje compareci a câmara de vereadores esperando um encaminhamento da nossa questão que até o momento não obteve respostas concretas. Precisamos de uma CPI da ponte para que seja investigado o que ocorreu com a suposta licitação da balsa e demais questões envolvendo dinheiro público e falta de transparência. Precisamos de um encaminhamento conjunto de toda a câmara de vereadores para o ministério público e precisamos para ontem, de ação. Palavras não bastam mais.
Hoje enfrentamos o caos: sem ponte de ferro, sem passarela, estamos isolados e impedidos no nosso direito de ir e vir como cidadãos.
Algumas perguntas pertinentes:
Quem contratou e autorizou a balsa sem condições adequadas de transporte?
Por que deixaram para começar o projeto apenas no último ano de governo, se o empréstimo foi autorizado no início, em 2021?
Por que não construíram uma passarela permanente antes de destruir a ponte antiga?
Onde está o estudo de EIA RIMA e licenciamento ambiental?
Onde estão as armações de ferro da ponte velha?
O povo de Arambaré exige respostas e ações imediatas! Não podemos aceitar mais descaso com a nossa cidade.
O momento de agir é Agora! Não podemos mais esperar.


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