Preservação da Ponte João Goulart

 

A Câmara de Vereadores de Arambaré A Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré (ASSOPHIA) gostaria de se dirigir a todos vocês com todo o respeito sobre a importância da audiência pública sobre a construção da ponte. É com satisfação que saudamos a iniciativa dos vereadores. Neste sentido a encaminhamos recomendações e ponderações a respeito da Ponte João Goulart, com objetivo de melhor esclarecer sobre a Preservação da Ponte João Goulart e da sua importância Socio, Cultural, Ambiental, Paisagístico, Turístico e Urbano/Arambaré/RS. 

1.A ponte deverá ser preservada no mesmo local levando-se a sua localização na territorialidade. A Ponte João Goulart e a sua importância, sócio cultural, ambiental, paisagística, turístico e urbano de Arambaré/RS está diretamente inserida na Lagoa dos Patos, um enorme sistema lagunar estuarino (10.360km2), e a barreira arenosa, múltipla e complexa que a separa do Oceano Atlântico são partes de uma ampla planície costeira onde aflora a porção superficial da sequência sedimentar da Bacia de Pelotas. 

2. A restauração poderá ser executada através de um laudo especifico das condições atuais de conservação da Ponte como alternativa nas ligações entre o Centro de Arambaré e Caramuru para assim podermos melhor definir alternativas. 

2.1. Ponte João Goulart cuja obra de restauração e substituição fomenta discussões polêmicas e controversas por leigos e especialistas, passou por diversas intervenções e interdições de tráfego nos últimos anos. 

2.2. A obra de restauração e reabilitação da ponte deverá ser abordada com o objetivo e intuito de avaliar as características entre a recuperação das peças antigas e a aquisição de elementos novos, tornando-se, assim, um estudo de relevância para a continuidade dos serviços na obra, que tem como prioridade a segurança, durabilidade e a manutenção.

 3. Ignorar a PONTE JOÃO GOULART com o objetivo de abrir espaço para nova ponte pode resultar consequências ao meio ambiente e turismo como fonte de renda poderosa, como integrante de uma perspectiva futura de Arambaré, entre outros, aumentar a potencialização econômica.

 4. PONTE JOÃO GOULART faz parte no processo sócio cultural, ambiental, paisagística e urbano de Arambaré, que se torna o conjunto de hábitos e de práticas sociais de um grupo, principalmente de seus moradores os espaços, cujo aspecto transmite a cultura de uma determinada sociedade. ASSOPHIA – Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré 

 5. Alertamos que as obras da Ponte no local da atual deverá trazer transtornos na execução e conexão Arambaré Centro x Caramuru com a implantação do Canteiro de Obras. Canteiro de obras é a área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem operações de apoio e execução de uma obra e é composto por áreas de vivência e áreas operacionais. 

5.1. O canteiro de obras deve ser planejado e projetado antes mesmo do início da construção de qualquer edificação. Esse processo otimiza o espaço de trabalho e possibilita maior eficiência e segurança para a obra. 

5.2. O planejamento do canteiro de obras, ou planejamento de “layout” como também é chamado, pode ser definido como o planejamento da logística da obra, como a disposição das instalações provisórias, armazenamento de materiais, movimentação de trabalhadores e máquinas, entre outros.

 5.3. Essa organização, se bem planejada, promoverá maior agilidade para obra devido a diminuição do tempo de deslocamento de materiais, pessoas e máquinas, influenciando diretamente na dinâmica da obra e na funcionalidade na execução de cada etapa de trabalho.

 5.4. Os canteiros de obras lineares são limitados em apenas uma dimensão e possuem poucas possibilidades de acesso.

 5.4.1. Principais elementos de um canteiro de obras: Os componentes que irão compor o canteiro de obras são divididos em áreas de vivência e áreas operacionais, esses componentes dependem do porte da obra e serão dimensionados pelo engenheiro de acordo com as especificações da norma e necessidade da obra. 

5.4.1.2. Os principais elementos das áreas de vivência são: -Vestiários (masculino e feminino) -Instalações sanitários (masculino e feminino) -Refeitório -Cozinha (apenas se houver preparo de alimento em obra) -Área de lazer -Alojamento e lavanderia (apenas se os funcionários residirem na obra) -Ambulatório (em obras com 50 ou mais operários). ASSOPHIA – Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré 

 5.4.2.2. Os elementos que constituem as áreas operacionais são: -Escritórios -Portaria -Almoxarifado -Depósitos -Central de concreto -Central de argamassa -Central de armação Entre outros.

 6.As principais normas para o planejamento do canteiro de obras são a NR 18 e a NBR 12284 (NB 1367). 

7.Diante do exposto a melhor definição para uma nova Ponte reforçamos a sua construção, nas proximidades do cemitério ou próximo à entrada na reta do Barco de Pedra (pórtico):

 7.1.A ponte como opção de construção deverá levar em consideração em local, em que função da navegação e favorecimento aos barqueiros e veleiros como ocupação do futuro em termos de navegabilidade; 

7.2.A manutenção da Ponte João Goulart serve como já foi relatado a questão socio político cultural pela mobilidade urbana no quesito pedestres que não possuem carros, o percurso de deslocamento, ficando como alternativa para a cidade e viabilizando o seu desenvolvimento;

 7.3. Opção da rua Justino Gonçalves da Silva, local, contempla barqueiros, pedestres e veículos, excelente alternativa. 

8.A importância da Ponte João Goulart também está no fato do seu descarte, caso não lhe seja atribuído a sua Preservação de sua Reabilitação, necessário é sabermos qual opções teremos do seu futuro, como bem material relevante a cultural de Arambaré.

 9. Mobilidade urbana deverá ser definida como a capacidade de deslocamento de pessoas dentro do espaço urbano, por motivos econômicos, sociais e pessoais. Nesse sentido, é possível entender que todos participam e dependem, de alguma forma, da mobilidade urbana para irem de um local a outro com qualidade e eficiência. ASSOPHIA – Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré 

 10. Deverá ser levado em consideração a circulação de veículos pesados que são restritas nas zonas urbanas e a relação da possível da Nova Ponte João Goulart em Arambaré e seus possíveis transtornos que deveriam ser observados. Os centros urbanos, conforme normas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) proíbem o trânsito de caminhões pesados ou impõe restrições de horário de circulação. Em muitas cidades grandes, caminhões só podem transitar no anel rodoviário ou, então, em “janelas” de horários determinados. 

11.Em determinadas cidades como exemplo, algumas zonas e vias da área central são proibidas para carretas e cavalos mecânicos. Em horários determinados, a circulação é permitida para veículos com capacidade de até 5 toneladas e comprimento máximo de 6,5 metros. 

12. Transporte de carga nos centros urbanos: desafios e restrições: 

12.1. Em 2018, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) publicou um estudo denominado “Logística Urbana: restrições a caminhões?” , que se debruça sobre a questão. No estudo, a CNT aponta as principais situações desafiantes que o setor de transporte de carga encara, para abastecer as grandes cidades. 

12.2. Aumento do número de veículos nas ruas: O documento cita dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que mostram um aumento de 95% na frota de veículos em circulação no país, sem que a infraestrutura viária das cidades se expandisse também. 

12.3. Como resultado, os congestionamentos, os acidentes e a perda de tempo no trânsito são entraves para a distribuição de produtos nas cidades. Nesse cenário, os caminhoneiros e suas cargas sofrem com o problema e, ao mesmo tempo, contribuem para o seu agravamento, ao “engrossar” o trânsito nas cidades. 

13. O estudo da CNT sugere aos municípios a implantação de soluções, como, por exemplo:

 – Considerar o transporte de carga no planejamento e gestão da mobilidade urbana. – Aumentar a integração entre os municípios das regiões metropolitanas. 

– Incluir as transportadoras nas discussões sobre mobilidade urbana. – Melhorar a sinalização e a divulgação das restrições de circulação e de rotas alternativas.

 – Investir mais recursos em infraestrutura e mobilidade urbana. – Disponibilizar mais vagas para carga e descarga.Paralelamente, uma boa saída para o transporte de carga é a utilização de veículos menores, que se enquadrem nos critérios para a circulação de mercadorias em zona urbana. Veículos no segmento de 3,5 toneladas, que oferece vários tipos de encarroçamento, como baú, carga seca, frigorífico e outros. Ele é ideal, tanto para rotas mais extensas, quanto para transportar mercadorias dos Centros de Distribuição até os pontos de vendas nas cidades.

 Em sendo assim é o que se apresentava para o momento, destacamos que ASSOPHIA tem como em sua finalidade, desenvolver, pesquisar, identificar, divulgar, defender, documentar estudar e preservar o Patrimônio Histórico, seu objetivo é esclarecer e informar sobre o futuro de Arambaré, como parte integrante de seus moradores .

Arambaré 13/06/2023 

Jose Geraldo Vieira da Costa 

Presidente 

ASSOPHIA Associação de Pesquisa Histórica de Arambaré Sugerimos a leitura: 

https://arquitetoehistoriasdetijolos.wordpress.com/2023/02/21/ponte-joao-goulart-e-asua-importancia-socio-culturalambiental-paisagistica-turistico-e-urbano-de-arambare-rspara-que-o-tombamen

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